A proliferação de faculdades e universidades particulares na década de 90 saturou o mercado. Sobram vagas no setor.

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Mas, segundo Rafael Villas Boas, consultor educacional e autor do livro “The campus experience: marketing para instituições de ensino”, a demanda está reprimida nas classes A e B, mas para o público das classes C e D ainda há muito mercado a ser conquistado. ‘Entretanto, para atrair esta parcela da população é preciso que as universidades criem cursos formatados com preços atraentes’, indica.

Ainda de acordo com o consultor, um dos passos para conseguir conquistar este público já foi dado: a parceria entre bancos e universidades. ‘Hoje o crédito educacional já é a terceira maior linha de crédito do País, ficando apenas atrás das linhas oferecidas para veículos e imóveis. E, a estabilidade econômica que estamos vivenciando nos últimos anos tem contribuído bastante neste setor’, avalia.

Outra alternativa, segundo Villas Boas, é planejar cursos para grupos específicos. ‘Diferente de algumas décadas atrás, hoje o cidadão não termina seus estudos na graduação. O mercado de trabalho exige que ele se recicle a, pelo menos, cada cinco anos, pois o conhecimento evoluiu de forma acelerada. Aliado a isto temos o crescimento da expectativa de vida do brasileiro onde ele precisará trabalhar por mais tempo, conseqüentemente, terá a necessidade de se reciclar por mais tempo. Nesta mesma linha, há muitas pessoas com mais de 35 anos e que não cursaram faculdade e que precisam se especializar para se manter no mercado de trabalho’, indica o consultor que acrescenta que criar cursos geograficamente localizados, sejam por idade ou por sexo, também é uma alternativa para que o setor cresça. ‘Mas, para tudo isto, é preciso melhorar a performance, desenvolvendo ferramentas de controles e sistemas de ensino mais eficazes. E isto envolve custos, parte financeira, conhecer seu público e criar um marketing específico para ele, pois o marketing geral é ineficaz’, adverte. (Angela Ferreira – InvestNews).

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