Existem coisas que o dinheiro não compra. Uma delas é a realização profissional. Estar realizado no trabalho não implica ganhar um grande salário e vice-versa.

Marketing Educacional Marketing Universitário

Muitos apostam em uma carreira por ilusão ou romantismo e acabam se decepcionando. É algo que vejo muito em quem trabalha com desenvolvimento de software. Tudo começa assim: o garoto (ou garota) entra na área por gostar muito de computadores, achando que nasceu para isso. Mas não sabe o que vai fazer depois que terminar o curso. Você tem idéia de todo o trabalho que envolve desenvolver um software de qualidade?

Sabe os conhecimentos necessários para poder fazer um trabalho de bom nível?

Sabe o quanto o mercado exige fora da sala de aula?   É muito alta a evasão de alunos nas faculdades de computação e desenvolvimento de software, em geral. Mas isso se deve a uma grande expectativa que se têm ao prestar vestibular, que não é satisfeita durante o curso. A grande maioria abandona a faculdade depois de ver disciplinas de lógica ou linguagem de programação, que são divisores de águas. Ué, mas será que estes garotos não sabiam que iam ver isso na faculdade? Não, a maior parte não faz nem idéia. E quando vêem pela primeira fez, é um grande baque que tomam. Poucos são os que já chegam aos bancos da universidade realmente sabendo o que os espera pela frente. Daí, depois desse susto inicial, há 3 caminhos a seguir: a) aprender na marra;

b) desistir do curso;

c) não aprender e continuar no curso.   A última opção é a mais preocupante, na minha opinião. Porque ao decidir aprender e se aprofundar naquilo, o aluno deslancha e suas chances de sucesso são bem grandes. Ao desistir do curso, ele pode tentar outro no qual ele realmente tenha aptidão e possa ser um profissional de sucesso. Já aquele que não aprende, mas continua no curso, é um caso complicado. Porque não aprendendo, ele não gosta; não gostando, ele terá dificuldade de arranjar um emprego; arranjando um emprego, ele nunca estará satisfeito, não importa quão bem pago ele esteja sendo para isso. E para quem só gosta de programar, é perfeito, não é? Não. Você não só verá programação no curso. E dependendo da universidade, a maior parte do conteúdo é teórico, abrindo pouco espaço para aulas práticas. Você também terá que ter em mente que verá outros conteúdos, dependendo da grande curricular do curso: alguns vêem administração, contabilidade, estatística, gerenciamento de projetos, etc. Todas as disciplinas são importantes e servirão como base para que você se torne um bom profissional. Quanto mais conhecimento, mais preparado estará.   Por isso, seguem alguns conselhos para você que pensa em fazer faculdade para ser um analista de sistemas ou desenvolvedor de software: - Converse com pessoas que trabalhem na área. Pergunte o máximo que puder, tentando pegar vários pontos de vista. - Se possível, faça uma visita à uma universidade e peça permissão para assistir uma aula como ouvinte, para ter uma noção do que o aguarda. - Procure conhecer a grade curricular da faculdade que você pretende cursar, pesquisando na internet aquelas disciplinas que você não faz nem idéia do que seja. - Faça um curso de programação, qualquer um. “Ah, mas eu não vou programar!”. Tá, você pode não programar, mas tem que ter no mínimo uma boa noção de lógica de programação, mesmo que vá trabalhar com outras atividades. Além do mais, o mercado hoje cobra que se saiba de tudo. - Esteja consciente de que passar um dia inteiro à frente do computador não é divertido. Você não vai estar batendo papo no messenger e navegando na internet, vai estar trabalhando em uma atividade que exige um alto grau de concentração. Claro que não é o tempo inteiro, mas uns 80% do tempo, pelo menos. Uma última observação: Não estou desestimulando as pessoas a fazer estes cursos, de forma alguma! Eu fiz faculdade de Ciências da Computação e adorei, sei que esta é a minha praia e não consigo me ver trabalhando com outra coisa. Talvez por eu ser tão apaixonada pelo curso, acabei sem querer estimulando minha irmã a fazer também, mas ela não se adaptou e acabou saindo. Da mesma forma que apoiei quando ela entrou no curso, também apoiei quando decidiu sair, porque assim ela poderia fazer o que realmente gosta. E isso é o mais importante.Pensando nisso eu, com a experiência acumulada de já ter passado por isso – e  estar passando de novo, agora com meu irmão – criou esse pequeno guia de convivência em quatro partes com algumas dicas para você lidar com os geeks e nerds (há uma sutil diferença entre eles) que vão cruzar o seu caminho. Afinal, como já disse o Bill Gates, existe uma grande possibilidade de você trabalhar ou depender de um deles no futuro.Comunicação

Como já foi dito, eles falam uma língua própria. Alguns substituem expressões normais como “eu acordei” por “eu bootei” ou passam o tempo todo falando em tecnologias que você nunca ouviu falar. Nesse caso a melhor saída é fingir que você está entendendo tudo o que eles dizem. Balance a cabeça afirmativamente de vez em quando e tente mudar de assunto o mais rápido possível. E, em nenhuma hipótese, ocasião ou circunstância faça algo como pedir para eles ligarem a tecla SAP porque você não está entendendo nada. Eles odeiam isso.

Odeiam também quando alguém quer puxar papo enquanto eles estão ouvindo música no MP3 player. Não fique gesticulando nem tentando chamar a atenção, pois você está arriscado a levar um soco na cara – eles raramente são agressivos, mas há exceções.

Por fim, acostume-se a ter mais contato com eles pelo MSN do que pessoalmente (vide item abaixo). E, ao encontrar um deles depois de um longo tempo, não estranhe a aparência (veja o outro item abaixo).

Vida social

Aquele seu amigo só saia para a balada de vez em quando e depois que entrou para a faculdade abandonou a vida social de vez ? Então não fique pressionando-o para sair mais. O conceito de diversão do seu amigo mudou. Divertido para ele agora é ficar resolvendo algumas derivadas ou codificando um programa de 3000 linhas em C pela madrugada afora. Acredite, pode ser estranho, mas eles são felizes assim.

Se você namora(va) um deles, pode ter certeza que um mês sem saírem juntos NÃO é uma desculpa justificável para o fim do relacionamento. Pelo menos para eles. O melhor mesmo é você terminar o relacionamento unilateralmente e ir namorar alguém da Psicologia, com quem você vai poder discutir a relação sempre que quiser.

Aparência

Eles vão passar a adorar camisas com frases engraçadinhas (a melhor que já vi até agora foi uma que estava escrito: “Eu não trabalho aqui”) ou que lembrem alguma tecnologia ou distribuição do Linux da qual eles são fãs. Então, evite perguntas inúteis. Eles podem se irritar se você não souber o que é Ubuntu ou se você se escandalizar com o “diabinho” do FreeBSD. Simplesmente ignore, ou finja que acha engraçado também.

Como já dito acima, tente não reparar muito nos cabelos desalinhados, nas olheiras e no jeito meio “largado” de se vestir. Se vestir de forma a combinar minimamente as roupas gasta um tempo precioso que eles usam para coisas mais produtivas como debugar aquele algoritmo que terminaram na noite passada.

Alimentação

Não adianta, você não vai conseguir fazer eles pararem de comer junk-food. E não se espante com a quantidade colossal de coca-cola ou café que eles tomam. Alguém já disse que o programador nada mais é do que uma máquina de transformar cafeína em código fonte.

No ano ou semestre final do curso, quando eles tem que fazer o temido Projeto Final (assim mesmo, em maiúsculas) o melhor presente que você pode dar a eles é uma caixa de coca-cola de dois litros. Você vai ganhar um amigo fiel para vida toda se fizer isso.

Também não se espante se eles passarem longos períodos sem se alimentar. É que para eles é mais importante resolver aquele problema de lógica do que comer. Questão de prioridades, é claro.

Fonte: Mundo Tecno.