Na Argentina, uma câmera e um blog transformam uma adolescente em celebridade.
“Cumbio está aqui!” gritou uma menina, após avistar Agustina Vivero na entrada do shopping center Abasto daqui, em um domingo recente. Correndo, a menina deu um abraço em Vivero e então sacou uma câmera, se inclinou na direção de Vivero e tirou uma foto com o braço esticado.
Em minutos, dezenas de adolescentes a tinham cercado, pedindo por alguns poucos segundos com Vivero, uma celebridade da televisão e Internet com cabelo com mechas cor-de-rosa e piercing no lábio inferior. Ao longo da hora seguinte, Vivero posou educadamente para fotos, frequentemente mostrando sua língua com piercing ou beijando sua namorada, Marulina.
O ano passado foi um turbilhão para Vivero, conhecida aqui simplesmente como “Cumbio” por causa de seu amor pela cumbia, uma fusão de música dance, pop latino e salsa que é popular entre as classes mais baixas da Argentina. Ela se projetou para a fama e riqueza inesperada ao transformar sua fama na Internet, como a mais popular “flogger” da Argentina, em uma força de marketing, assinando contratos como modelo, promovendo discotecas e escrevendo um livro sobre sua vida.
Sua popularidade improvável também está redefinindo os estereótipos das celebridades jovens na Argentina. Vivero, que é abertamente homossexual, descreve a si mesma e outros “floggers” como “andróginos” por causa de seus trajes unisex. Ela está à vontade
por não ser magra como uma modelo, evitando dieta e se gabando de seu amor por junk food e chocolate -uma mensagem diferente em um país onde as mulheres apresentam alto índice de desordens alimentares.
Tradução: George El Khouri Andolfato


