No melhor sentido Wikipédico, “Max Gehringer (Jundiaí, 1949) é administrador de empresas e escritor, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial”.

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É o principal colunista de Recursos Humanos dos mais importantes veículos do país acerca de Empregabilidade, Mercado de Trabalho e Recursos Humanos, tendo alcançado enorme visibilidade por suas colunas em várias revistas, na rádio CBN e no programa Fantástico da TV Globo.Max escreve ha anos sobre Mercado de Trabalho na Revista época, numa coluna onde responde as perguntas de leitores acerca de temas relativos a suas profissões e formação para o trabalho. Fomos atras de todas as colunas (lemos todas as suas respostas) e selecionamos aquelas mais importantes para o gestor de marketing educacional, e ao gestor de Instituições de Ensino Superior Privadas, interessado na opinião do mais importante Gurú Brasileiro de RH sobre questões relativas ao seu negócio (foram 40 paginas de respostas RELEVANTES) que publicaremos no futuro.Aqui publicamos algumas primeiras Q&A do mestre Max, o Oráculo que segundo o próprio, respondendo a pergunta “Gostaria de saber quais as questões mais freqüentes que você recebe”, aponta que é um grande referencial na opção por cursos por pessoas que – ainda – não estão trabalhando:

R: “Para quem já está trabalhando, o principal tema é “insatisfação” com (1) a função, (2) o salário, (3) o chefe, (4) a empresa e (5) um ou mais colegas. Para quem não está, o tema é “dúvida” com (1) o curso que pretende fazer, (2) o curso que está fazendo, (3) o comportamento em entrevistas, (4) a preparação do currículo e (5) aquela sensação de “estou perdido e sem rumo”. De cada dez consultas, oito envolvem uma dessas questões” (sic).

O nome da faculdade influi muito na hora de conseguir um emprego? – M.M. Martins

Sim, se você concentrar a busca em empresas de grande porte. Nelas, o número de candidatos por vaga é bastante alto, e um dos critérios do processo de eliminação prévia é o nome da faculdade. Porém, as 500 maiores empresas do Brasil empregam, se tanto, 5% do total de funcionários do setor privado. Se você tem a opção de cursar uma escola renomada, ótimo. Se não tem, não veja isso como grande obstáculo. E comece a procura por vagas em empresas de médio porte.

Cursar uma faculdade de renome é garantia de emprego? – M. Cardoso

Não. Mas ajuda. Primeiro, porque empresas que recebem pilhas de currículos diariamente fazem a triagem inicial pelo nome da faculdade. Segundo, porque, se você concorrer a uma vaga com um candidato que se formou em uma escola sem muito prestígio, a grife da instituição é um forte critério de desempate.

O que vale mais na hora de conseguir um emprego num escritório de advocacia: o nome da faculdade ou a capacidade do candidato? – D.A.

Você teria primeiro de passar no exame da OAB (só 18% passam). Depois, o renome da escola certamente terá influência. Finalmente, uma indicação direta para uma vaga fará a diferença, caso haja vários candidatos com igual aptidão.

Tenho 17 anos e quero fazer uma faculdade. Meus pais insistem que eu faça um curso técnico, porque assim eu teria uma profissão. Não entendo a lógica deles. Direito e engenharia não são profissões?

Sim, são. Mas, no mercado de trabalho atual, há muitos engenheiros trabalhando em vendas, muitos bacharéis em Direito, psicólogos e jornalistas trabalhando em áreas administrativas. A profissão que eles declaram no Imposto de Renda é, de fato, a que está no diploma. Mas não a que está no cartão de visita ou na descrição de cargos da empresa. O diploma do curso superior permitiu a entrada no mercado de trabalho, mas não na área de formação. No caso de um curso técnico, é o contrário: na maioria dos casos, a profissão diplomada é a profissão exercida. Existe uma razão para isso. Há dez anos, o mercado de trabalho tem escassez de técnicos e excesso de formandos com curso superior. Assim, quem tem um diploma de técnico consegue emprego mais rápido, e na área em que se formou. Quem tem diploma de curso superior demora mais para descolar um emprego, e não necessariamente na área de formação. O caminho mais indicado para uma carreira é ter um bom curso técnico, empregar-se e depois partir para uma faculdade, enxergando com clareza a melhor direção a ser seguida. Os pais de nosso jovem leitor podem não ter explicado bem no que estavam mirando. Mas acertaram na mosca.

Onde encontro ofertas de vagas para tecnólogo? – V.J.

Nos jornais de maior circulação (normalmente, aos domingos) ou na internet. Se você fizer uma busca com duas palavras-chave, como “vagas” e “trabalho”, encontrará centenas de sites com ofertas. E aí poderá refinar sua pesquisa por Estado, cidade, setor e função. Outra opção é cadastrar seu currículo em sites. Antes da internet, as empresas publicavam anúncios em jornais e os interessados respondiam. Agora, com milhões (sem exagero) de currículos cadastrados em sites, elas procuram diretamente os candidatos mais adequados. Essa se tornou praticamente a regra para funções que não envolvem liderança direta de equipes, como tecnólogos.