Encerramos essa série de 3 Posts com as melhores Perguntas sobre Ensino Superior feitas por universitários ao maior consultor de carreiras do país. Uma síntese
do pensamento universitário, suas duvidas e aspirações sobre o futuro.
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Planejamento de carreira funciona? Héber
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Para pessoas metódicas e disciplinadas, funciona muito bem. Essas pessoas se colocam objetivos específicos de carreira para daqui a três, cinco e dez anos e listam o que precisam fazer para atingi-los. A cada seis meses, esse plano é cuidadosamente reavaliado. Mas eu lhe diria que isso funciona melhor nos países nórdicos do que por aqui. De modo geral, o profissional brasileiro é emocional, reativo e imediatista, três fatores que furam qualquer planejamento de longo prazo. O que a maioria de nós tem é uma noção da direção a seguir, algo aceitável para um país em que as coisas mudam com muito mais freqüência que nas nações já estabilizadas.
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Estou me formando em Relações Públicas e tenho dúvidas… Mara
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Deve tê-las, Mara. Há seis meses, fiz um comentário não muito alvissareiro na rádio CBN sobre o mercado de RP. Em troca, foi-me enviado pela seção paulista da associação um ótimo material com brochuras, o texto da lei que regula a profissão e um release sobre a importância do profissional de RP. Respondi agradecendo e fiz duas perguntas: (1) quantos profissionais de RP se formam por ano no Brasil?; (2) qual é o número de profissionais empregados no setor? Ainda não recebi as respostas, mas terei prazer em divulgá-las quando (e se) recebê-las.
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Tenho 24 anos. Estou me dedicando apenas aos estudos porque quero me preparar bem para o mercado de trabalho… Jeferson
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Ótimo. Mas há outra maneira paralela de você se preparar bem: trabalhando. Você diz em sua carta que já tem uma faculdade, está terminando um MBA e agora pretende passar um tempo no exterior para aprimorar o inglês. Lamento dizer que você terá uma má surpresa ao regressar, porque seus concorrentes a uma vaga levarão a vantagem de ter quatro ou cinco anos de experiência prática, algo que as empresas apreciam tanto quanto os diplomas.
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Quando vale a pena recomeçar tudo do zero? Nataly
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Quando você está bem próxima do zero. Se você não faz aquilo de que gosta e ganha mal ou está desempregada, recomeçar do nada não alteraria sua situação, no caso de a mudança dar errado. Porém, se você já construiu uma base em termos de carreira, o mais razoável seria você concentrar suas energias no que já faz, em vez de investir sem a certeza de um retorno.
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Estou no 1º ano de Relações Internacionais. Amigos me dizem que, se eu cursasse Administração, poderia ter mais oportunidades de estágios ou empregos. É verdade? Márcio
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Sim. Existem cursos restritivos (por exemplo, dentista só pode ser dentista) e cursos de maior amplitude profissional (administradores podem desempenhar dezenas de funções em empresas). Relações Internacionais não é totalmente restritivo, mas não oferece um grande leque de oportunidades. De qualquer forma, você não está no curso errado. Apenas dependerá bastante de um bom networking para conseguir um estágio ou um emprego.
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Estou no 2º ano de Economia e detesto o curso. Só continuo por pressão familiar. Quero seguir uma carreira em artes plásticas. Como digo isso para meu pai? Leonardo
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Imagino que não haja nenhum artista plástico na família, e que seu pai teve e tem empregos estáveis. Logo, ou ele não entende sua vocação ou está em dúvida quanto a seu talento. A pressão é para que você, daqui a alguns anos, não se veja na pior das situações: sem ter decolado como artista e sem possuir uma formação que lhe permita conseguir um emprego decente. Mas, se pessoas do ramo artístico já lhe disseram que você tem talento, peça a elas para conversar com seu pai. Opiniões de especialistas costumam influir muito nas decisões paternas.
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Não encontro oportunidades em minha área. Pergunto se, considerando minha idade, valeria a pena investir num curso superior de Computação…
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Parece até que três leitores combinaram perguntar a mesma coisa, mas eles moram em cidades diferentes. São um psicólogo (28 anos), uma fisioterapeuta (29 anos) e um advogado (27 anos) que não conseguiu passar no teste da OAB. Os três estão formados há mais de quatro anos. De fato, essas três áreas estão entre as que vêm oferecendo menores oportunidades, proporcionalmente ao número de formandos. Já os setores ligados à informática estão gerando empregos, e tudo indica que gerarão por mais dez anos, pelo menos. Portanto, a resposta é sim, vale a pena. Embora o novo curso seja de fato uma corrida contra o tempo, os três ainda terão mais 30 anos de carreira depois de se formar.
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Tenho 47 anos e sou engenheiro de software. Por um ano e meio, enviei currículos para sites e anúncios de emprego. Não recebi uma só resposta. Decidi, então, me candidatar a vagas no exterior. Enviei seis currículos para vagas com meu perfil e recebi cinco respostas. Uma delas resultou em testes por e-mail e numa posterior bateria de entrevistas no exterior (com a empresa pagando passagem, hospedagem e aluguel de carro). Neste momento, estou finalizando minha documentação para mudar de país. O que acontece com as empresas brasileiras? Luciano
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Acontece que, no quesito educação e cortesia para com quem envia um currículo, a maioria das empresas brasileiras ainda está empacada nos primórdios do século passado. Como muitos leitores vão se interessar pela opção de enviar o currículo para o exterior, os sites acessados pelo Luciano foram www.monster.ca (Estados Unidos) e www.jobboom.com (Canadá). Vale enfatizar que ele tinha currículo e experiência suficiente para se candidatar às vagas.
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Estou pensando em iniciar uma carreira de corretor imobiliário, porque o mercado de minha cidade está aquecido. Estou no 3º ano de Direito. Seria conveniente eu largar esse curso e fazer outro mais específico? Leandro
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Não, Leandro. É melhor você concluir seu curso de Direito. O setor imobiliário não requer uma formação específica. Você dependerá mais de habilidades que não se aprende em escolas, como carisma e pendor para a negociação. E é melhor você ter um curso superior, para o caso de sua incursão no ramo imobiliário não surtir os efeitos que você espera. Não é recomendável abandonar uma faculdade nos últimos dois anos.
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Tenho amigos dos tempos de faculdade que se tornaram empresários ou executivos, mas nunca tive coragem de pedir algo a eles. Fico constrangido em misturar a amizade com o lado profissional. Possuo um networking, só não sei como aproveitá-lo. Emerson
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Escolha um dos amigos. Aquele que, nas conversas, dá a impressão de se preocupar mais com seres humanos do que com os números da empresa ou com ele mesmo. Marque uma entrevista formal com ele, exponha sua situação e peça um conselho (não um emprego). Se ele de fato for o que aparenta ser, ele certamente o ajudará.
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Sou psicóloga formada há dois anos e não consigo emprego em minha área… Danielle
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Pensando apenas em empresas, Danielle, essa situação é paradoxal. Por um lado, há uma multidão de empregados necessitando de amparo psicológico, devido à constante e contínua pressão por resultados. Por outro lado, psicólogos figuram entre as categorias profissionais com maior índice de desemprego, proporcionalmente ao número de formandos. Como você sabe, empresas são obrigadas por lei a ter um médico do trabalho. Se essa lei não existisse, é bem provável que 80% das empresas brasileiras não tivessem médicos efetivos. Mas não há nenhuma lei nesse sentido em relação a psicólogos. Além disso, os planos de convênio médico mais disseminados no mercado não contemplam a assistência psicológica, o que reduz imensamente o número de potenciais pacientes. Juntando tudo isso, chega-se ao paradoxo da existência tanto da necessidade quanto da oferta, mas sem que as duas pontas consigam se juntar. Sinto lhe dizer que esse é um nó que aumenta de tamanho a cada ano e que vai muito além da simples procura por um emprego. Ele só será desatado por meio de ações efetivas do Conselho Federal de Psicologia e do Congresso Nacional.
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Resido em Maceió, e não vejo perspectivas de crescimento por aqui. Sou formado em Direito e tenho inglês fluente. Quero construir uma carreira em São Paulo… Adson
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Faça uma lista com nomes, telefones e e-mails. A primeira parte dela será composta de pessoas que você já conhece em São Paulo. A segunda parte, de profissionais de São Paulo indicados por colegas seus de Maceió. Antes de viajar, faça contato com todas essas pessoas, para saber quantas, realmente, estarão dispostas a ajudá-lo. Se você chegar sem contatos e começar a procurar um emprego apenas enviando currículos ou se cadastrando em sites, será quase impossível conseguir uma vaga em sua área.
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Você poderia avaliar meu currículo? Muitos leitores
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Infelizmente, não me é mais possível, devido ao grande número de solicitações. Por isso, estou colocando no site de ÉPOCA um modelo básico, para que cada leitor possa fazer, em seu próprio currículo, as modificações que julgar apropriadas. O modelo pode ser acessado pelo link www.epoca.com.br/maxcurrículo.
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Ministro aulas no ensino médio, em uma instituição particular. Recebo R$ 10 por hora-aula e pergunto se só eu ganho mal, ou se essa é a situação do ensino no Brasil. Cássia
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Seu salário, Cássia, é cerca de 20% maior que o de um professor do ensino fundamental da rede pública. Mas é baixo para a importância do trabalho de um docente e mesmo em relação ao que o docente poderia ganhar em outra carreira. A cada semana, recebo pelo menos meia dúzia de mensagens de professores que desejam migrar para empresas. Não me recordo de ter recebido nenhuma de alguém querendo fazer o caminho inverso.
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O que é mais importante, a teoria ou a prática? Mari
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Ou, em outras palavras, o que é mais importante, o que eu já tenho, ou o que ainda me falta? Pensando em futuras vagas ou promoções, o que lhe falta é mais importante.
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Qual é o salário de um estagiário recém-formado em curso superior? Roberto
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Na média, entre R$ 700 e R$ 800. Se você receber uma proposta mais alta, aceite correndo.
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Por que precisamos de palavras horríveis como empregabilidade? Lívia
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Na verdade, não precisamos de 99,5% das palavras que estão nos dicionários. Com um vocabulário de mil palavras, é possível manter uma comunicação eficiente. No caso de empregabilidade, há três motivos. (1) Diferencial. A palavra funciona como uma marca para um produto, ajudando a identificá-lo à primeira vista. (2) Economia. Embora empregabilidade tenha 15 letras, sua definição mais curta não tem menos de 15 palavras. (3) Democracia. Regras gramaticais e ortográficas são regidas por leis, mas não há um decreto que proíba a invenção de palavras. Quem decide o uso é o povo. Se o povo adota, a palavra fica. Se não adota, ela cai em desuso. Empregabilidade nasceu de uma regra usada em muitas outras palavras: o substantivo que gera um adjetivo, que por sua vez gera um novo substantivo (como renda/rentável/rentabilidade). Daí, emprego/empregável/empregabilidade. Espero que a explicação tenha tido palatabilidade.
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Morei dois anos no exterior e, por isso, tenho inglês fluente. Mas não consigo me empregar no Brasil. Já mandei perto de 150 currículos para empresas, e nada. Existe uma explicação para isso? Lucas
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Sim. Ter residido no exterior não é um diferencial tão poderoso como muita gente imagina. O que conta é a experiência profissional obtida nesse período. As pessoas que analisam seu currículo procuram uma experiência compatível com o cargo ou a função que você está pleiteando. O inglês entraria depois, como um adicional, mas não como a razão principal da contratação.
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Tenho 33 anos. Sou professora da rede pública e iniciei um curso de gestão em RH, porque pretendo atuar nessa área na iniciativa privada. Estou delirando ou posso acreditar que isso será possível? Carmem
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Mudanças radicais são sempre complicadas, Carmem. Em seu caso, seriam duas: do setor público para o privado, e numa área na qual você nunca atuou. Você não está delirando, mas tenha duas coisas em mente: (1) enviar currículos para empresas ou se cadastrar em sites de emprego não vai gerar respostas; (2) mesmo que você venha a participar de processos seletivos, sempre aparecerá um candidato mais apto a preencher os pré-requisitos de escolaridade e experiência estabelecidos pela empresa. Portanto, você só conseguirá seu objetivo se conseguir uma indicação direta para uma vaga (talvez de um colega que você venha a conhecer no curso que está fazendo ou de um professor).
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Pressa e paciência. E sabedoria para perceber o momento certo de optar por uma ou outra.
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Tenho um diploma universitário de uma faculdade pouco conceituada. Mas falo quatro idiomas fluentemente. Qual das duas coisas é mais importante no mercado de trabalho? Lea Maria
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A segunda, mas apenas se você concentrar sua busca em empresas que necessitem de poliglotas (e que não são muitas, já que o inglês se tornou um idioma do tipo máximo divisor comum nas multinacionais, mesmo as européias e asiáticas). De qualquer forma, ao elaborar seu currículo, liste os idiomas antes do histórico acadêmico para enfatizar bem seu diferencial.
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Tenho 28 anos. Se eu fizer uma faculdade de educação a distância (EAD) de dois anos, ela me colocaria em condições de igualdade com quem fez uma faculdade presencial de quatro anos? Junior
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Não, Junior. O EAD não é um atalho acadêmico. Eu vejo esses cursos como interessantes para profissionais já graduados, que não têm tempo para freqüentar outra faculdade, mas estão interessados em adquirir conhecimentos em outras áreas. Para mim, o EAD é um curso além de, e não ao invés de.
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O MEC avaliou 509 cursos de Direito em todo o Brasil e concluiu que 89 deles não tinham os padrões mínimos aceitáveis. Os formandos nesses cursos vinham obtendo notas baixas nas provas do Enade (Exame Nacional de Avaliação de Desempenho de Estudantes) e alto índice de reprovação nos exames da Ordem dos Advogados do Brasil. Em março, saiu a lista das 37 faculdades em situação mais grave. Na prática, já que a lista é pública, isso significa que o diploma dessas faculdades perde valor no mercado de trabalho. O MEC pretende estender essa avaliação a outros cursos (o de Direito foi apenas o primeiro), e muito provavelmente chegará a conclusões semelhantes. Nos últimos 15 anos, a proliferação de faculdades no Brasil aumentou a quantidade de vagas, mas parte delas não se preocupou com a qualidade do ensino. Eu imagino que alguns alunos entrarão com processos para reaver o valor pago em mensalidades, da mesma maneira que consumidores podem exigir ressarcimento quando compram um produto que não cumpre o que prometeu.
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Qual é a importância de um MBA? Lineu
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Grande. Mas leve em consideração o seguinte: na disputa por uma vaga, um candidato com boa faculdade e três anos de experiência terá mais chances que um candidato com MBA e nenhuma experiência prática. O MBA agrega, mas não substitui. É mais recomendável cursá-lo depois de estar empregado.
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Tenho 24 anos, moro em Fortaleza e sou formado em Jornalismo. Como aqui não há oportunidades, estou pensando em me mudar para São Paulo, onde o mercado é mais promissor… Jota
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Não faça isso, Jota! O mercado de São Paulo realmente é maior, mas não é mais promissor, porque o número anual de formandos é muito superior ao número de vagas que são abertas. Nos últimos três meses, recebi perto de 60 consultas de formandos em Jornalismo que não conseguem se empregar, e a maioria é de São Paulo. Nessa área, só se consegue uma vaga por meio de indicação direta. Portanto, suas chances ainda são maiores em Fortaleza, onde você conhece mais gente.
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Como há muitas empresas européias no Brasil, aprender um idioma que pouca gente domina (por exemplo, o sueco) aumentaria minha empregabilidade? Ana
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Boa pergunta, Ana. Conversei com dois gestores de multinacionais (uma sueca e outra finlandesa). Eles informaram que a comunicação entre a matriz e as filiais, falada ou escrita, é toda feita em inglês.
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Tenho 21 anos e sou estudante. Qual é o momento certo para eu começar a procurar o primeiro emprego? Luciane
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Foi há três anos, Luciane.
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Quais as profissões do futuro? Wallace
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Se você se refere às profissões que gerarão mais vagas nos próximos dez anos, são as mesmas que geraram mais vagas nos últimos dez: engenharia, administração e informática. Haverá, também, muitas vagas de nível técnico. Um mecânico que saiba falar inglês conseguirá emprego mais facilmente que um advogado iniciante.
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Minha empresa valoriza pessoas com curso superior, desconsiderando nas promoções a experiência e a fidelidade dos mais antigos. Como não tenho condições de cursar uma faculdade, estou estagnada. O que faço? Sonia
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Ao transformar o curso superior num pré-requisito para promoções, sua empresa está informando que essa é a regra do jogo. Você tem três opções. A primeira é se adaptar à situação, porque a empresa não vai mudar o procedimento. A segunda é você, com calma, procurar oportunidades em outras empresas, que dêem mais peso à experiência prática que aos diplomas. A terceira é cursar uma faculdade (há financiamentos com juros camaradas, se seu problema for financeiro). Esta é a mais indicada.
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Quem tem um MBA pode usar o título de mestre, já que o M de MBA é de master? Cláudio J.S.
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Não. O título de mestre é regulamentado pelo Ministério da Educação. É elegível a ele quem faz um curso de mestrado em uma instituição credenciada e defende uma tese oral perante uma banca examinadora. O MBA não é um mestrado, é uma pós-graduação com uma sigla atraente.
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Tenho 26 anos, sou psicólogo, com mestrado completo e estou fazendo doutorado, além de ter vários outros cursos de especialização na área. Minha família acha que não preciso de tantos títulos, e que estou fugindo do mercado de trabalho. Não concordo, mas não sei mais que argumentos usar. G.
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Se você nunca trabalhou, essa bela coleção de títulos realmente não vai lhe garantir um primeiro emprego de altíssimo nível. Caso seja contratado por uma empresa, você começará mais ou menos por onde começaria se tivesse apenas concluído a graduação, devido a sua falta de experiência prática. Por outro lado, se você pretende ter um consultório particular, ou se vê a possibilidade de seguir uma carreira acadêmica, os títulos pesarão bem mais. Portanto, seus argumentos devem partir da seguinte pergunta: o que você de fato quer de sua vida profissional?
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Pensando em meu futuro profissional, quais cursos são mais indicados? Roberta
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O ideal seria você conciliar o que gosta de fazer com o que vai gerar oportunidades de emprego. Uma das maiores agências de contratação de São Paulo publicou uma pesquisa referente às vagas abertas no ano passado e que exigiam curso superior completo. Os mais solicitados foram profissionais formados em Engenharia, Administração e Informática. Os menos procurados: Direito, Comunicação e Psicologia. Isso não significa que não existem vagas nessas áreas. Existem, mas praticamente a totalidade delas é preenchida através de indicações diretas.
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Sou formada em Geologia, mas, como não encontrei oportunidades em minha área, venho trabalhando como recepcionista em um hospital. Não gosto do que faço, mas não posso fazer o que gosto. Tenho 25 anos. Devo insistir ou desistir? Clara
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Você pode ser tanto uma beneficiária quanto uma vítima das chamadas profissões que encantam. Elas se caracterizam pela sonoridade dos nomes e pela possibilidade de uma carreira diferente. No Brasil, porém, o número de vagas oferecidas para as profissões que encantam é bem inferior ao número de formandos. Muitos pais estimulam os filhos a fazer as próprias escolhas, o que pode ter ocorrido em seu caso. Isso é ótimo, sem dúvida. Só que, muitas vezes, a escolha é feita sem que sejam respondidas algumas indispensáveis perguntas prévias: qual é o mercado de trabalho nessa área?; em que parte do país estão as melhores vagas?; conheço alguém da área que possa me indicar? Você provavelmente não fez essa investigação, Clara. Não estou afirmando que você fez o curso errado, apenas estou enfatizando que não se deve estudar quatro ou cinco anos e transferir o momento da verdade a busca de um emprego para depois que o diploma já estiver na mão. Sem dúvida, Clara, você deve insistir. Mas estabeleça também um plano alternativo, caso não surja nenhuma oportunidade nos próximos 12 meses. Se for o caso, faça outro curso, um que ofereça mais opções de emprego. Aos 25 anos, você ainda tem décadas de vida profissional pela frente.
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Qual é a diferença entre MBA e mestrado? Lydiane
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São várias. Um candidato a mestre defende uma tese, oral e individualmente, perante uma banca examinadora. No MBA, o exame é escrito e coletivo, como na faculdade. Um MBA é um curso avançado de administração de negócios, enquanto um mestrado pode ser de qualquer área. Se uma pessoa pretende seguir carreira em empresas, o MBA fica melhor no currículo. Um mestrado dá mais brilho curricular a quem ambiciona uma carreira acadêmica.
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Sou mãe de dois filhos pequenos, de 4 e 6 anos. Estou em dúvida quanto à escola em que eles deverão iniciar os estudos. Uma mais cara, que lhes dará uma base melhor, mas me esgotará os recursos, ou uma mais barata, que me permitiria investir em outras atividades culturais e esportivas para eles? O ensino fundamental fará alguma diferença daqui a 15 ou 20 anos? Flávia
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Fará, Flávia. Vou lhe dar um exemplo banal e atual. Muitos jovens com curso superior têm sido eliminados de processos para bons empregos simplesmente porque não sabem redigir corretamente em português. Uma má iniciação escolar não tem conserto depois.
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Trabalho há dois anos em uma empresa, mas em uma função incompatível com o curso que faço. O que é melhor, mudar de curso ou mudar de empresa? Danielle
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Se você gosta da empresa e da função atual, e se vê boas possibilidades de progresso nessa área, mude de curso. Ou conclua o curso, se você estiver nos últimos dois anos, e depois faça especializações. E não se preocupe demais, Danielle. Às vezes o profissional encontra o caminho, outras vezes o caminho é que encontra o profissional. As duas opções são boas. Ruim é ficar sem rumo.
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Gostaria de saber qual o impacto que viagens ao exterior têm num currículo. Clodoaldo
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De zero (nenhum) a 10 (tremendo), ter viajado como turista, para conhecer outras culturas, tem peso 2. Ter viajado e feito um curso de, no mínimo, seis meses, numa boa instituição, tem peso 4. Ter estudado e trabalhado tem peso 7, mas só se o trabalho no exterior for equivalente à vaga procurada no Brasil. E o que teria peso 10 no currículo? Um MBA em Harvard, por exemplo, conjuntamente com um trabalho numa multinacional de respeito. É claro que estamos falando apenas de currículos. Há outros fatores que influem numa contratação, como postura numa entrevista e um bom networking.
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Qual é a diferença entre marketing e mercadologia, se é que existe alguma? Ramon
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Tudo o que termina em logia veio do grego logos (palavra, no sentido de conhecimento) e diz respeito ao estudo teórico de uma atividade. Ao cunhar o termo marketing, no final do século XVIII, os americanos juntaram market, mercado, com o sufixo ing, que em inglês passa uma impressão de continuidade, de algo dinâmico e prático. A diferença, se é que existe alguma, é que um mercadólogo explica e um marqueteiro faz.
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Tenho um chefe que cobra muito, pressiona muito, ameaça muito, nunca elogia ninguém. Ele vive repetindo que a motivação deve vir de dentro de cada um de nós, e não do incentivo dos chefes. É isso mesmo? Karla
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Mais ou menos, Karla. A palavra motivação vem de motivo. Se você encontrar, dentro de si mesma, um ótimo motivo para produzir mais e melhor por exemplo, um ótimo salário , não precisará dos incentivos constantes de um chefe. Mas, se você trabalha numa empresa que não oferece salários e benefícios acima da média, não paga prêmios por produtividade, nem acena com oportunidades de desenvolvimento profissional, aí a atitude do chefe faz toda a diferença. Espero que seu caso seja o primeiro.
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Estou há dois anos na Inglaterra. Vim para cá com a cara e a coragem. Fiz vários bicos, mas não tive nenhum emprego formal. O fato de eu saber inglês fluentemente me ajudará a conseguir um bom emprego no Brasil? Leandro
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Depende do que mais você tem a oferecer, Leandro. Se você tem formação superior, e se os bicos que fez foram em áreas em que há oportunidades informática, por exemplo , é provável que você desperte a atenção dos recrutadores brasileiros. Histórias como a sua são importantes para muitos jovens brasileiros que vêem uma temporada no exterior como um grande impulso para a carreira. É uma bela experiência de vida, sem dúvida, mas não necessariamente um grande diferencial.
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Após quatro semanas de consultas com uma psicóloga, ela me fez ver que sou movida por desafios. O problema é que estou há oito meses numa função burocrática e sem graça, e não vejo perspectivas de mudanças imediatas. Como posso convencer meus superiores a me dar mais desafios? Liliane
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Imagino que a psicóloga também tenha lhe dito que você é ansiosa, Liliane. E isso tanto pode ser positivo quanto negativo. O que existe em seu caso, e no da multidão de jovens que ingressam anualmente no mercado de trabalho, é uma diferença de ritmo. Você, por exemplo, acredita que estar há oito meses fazendo a mesma coisa é uma eternidade. Por outro lado, as empresas se tornaram mais rápidas nos últimos 15 anos, mas não tanto quanto os jovens gostariam, a ponto de gerar oportunidades para todos os ansiosos.
E aí começam as frustrações. Os promovidos são aqueles que conseguem canalizar a energia para o trabalho que fazem, e não aqueles que não gostam do que estão fazendo. Sem dúvida, Liliane, você deve manifestar a seu chefe o desejo de mudar de área, de cidade, de país ou de planeta. Deve se colocar à disposição para assumir tarefas mais desafiadoras. Porém, não esqueça que você está sendo avaliada pelo que você foi contratada para fazer. Se um colega seu, menos ansioso que você, e talvez menos brilhante, mostrar mais entusiasmo e dedicação ao executar uma tarefa rotineira e sem graça, ele é que acabará ganhando a chance que você está querendo.
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Pretendo iniciar minha carreira em breve. Se você puder me dizer uma palavra para me orientar em minhas futuras decisões profissionais, eu agradeço. Paulo, 18 anos
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Rumo, Paulo. Muitos jovens se atrasam, ou se perdem, porque demoram demais a decidir para onde querem ir. E, na dúvida, ficam fazendo cursos e mais cursos de graduação, pós e especialização , imaginando que o número de oportunidades será diretamente proporcional à quantidade de diplomas. Depois, cogitam em morar um ano no exterior para aprimorar o inglês. Um dia, esses jovens descobrem que já passaram da idade ideal para conseguir um estágio, mas não acumularam experiência prática para competir por uma boa vaga. Por isso, Paulo, quanto antes você conseguir um emprego, qualquer que seja ele, para começar a entender como o mercado de trabalho funciona, mais facilmente você definirá um rumo para sua carreira.
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Sou funcionária pública há 12 anos, e não vejo mais perspectivas de crescimento. Quero mudar para a iniciativa privada. O que seria melhor para aumentar minhas chances de fazer essa mudança, um MBA ou um mestrado? Salete
Um MBA, Salete. O mestrado seria mais valorizado se você se decidisse por uma carreira acadêmica. Mas faça um teste antes de tomar uma decisão tresloucada. Comece a mandar currículos e a participar de processos seletivos em empresas privadas. Você descobrirá quanto sua experiência no serviço público será benéfica ou prejudicial para uma eventual mudança. Considere também que hoje você tem estabilidade e eu suponho tempo para desfrutar de uma certa qualidade de vida. Na empresa privada, você terá mais chances de promoção em médio prazo, mas sofrerá mais pressões, trabalhará mais horas e correrá mais riscos incluindo o pior de todos, o de desemprego. A decisão é sua, Salete, mas tenha a certeza de que você está avaliando corretamente a situação. Tomando como base as mensagens que recebo, há muito mais gente querendo pular da iniciativa privada para o serviço público que o contrário.
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O que é melhor, fazer aquilo de que gostamos… C.L. Souza
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O melhor é fazer aquilo de que gostamos, Souza. Mas muito melhor é quando os outros gostam do que a gente faz e nos dão as oportunidades para fazer. Conheço pessoas que têm muita vontade de fazer aquilo de que gostam, mas não demonstram as aptidões necessárias. Também há pessoas que fazem cursos apenas pela simpatia por uma profissão, para depois descobrir que o mercado de trabalho naquela área é tremendamente limitado. Acertar na escolha de um curso, ou de uma profissão, requer um misto de emoção e pragmatismo. Ser entusiasmado é bom, mas ter bom senso é muito mais recomendável.
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Sou gerente de uma multinacional. Tenho um bom cargo e um bom salário. Porém, sinto-me desmotivado. Aos 42 anos, comecei a pensar que vou continuar fazendo a mesma coisa até me aposentar. Estou chorando de barriga cheia? C.L.S.
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Não, C. (desculpe a intimidade). Todo executivo passa por esse momento de reflexão aguda. Normalmente, isso ocorre por volta dos 45 anos, como em seu caso. E a conclusão geralmente é: o futuro não me agrada, porque será mera continuação do passado. Essa é a hora em que muita gente deseja mudar de setor, empregados do setor privado consideram prestar concurso público e funcionários públicos pensam em migrar para a iniciativa privada. Alguns de fato mudam, e logo se arrependem. Os que escapam melhor dessa situação de desconsolo temporário são os que percebem que o trabalho é um meio, e não um fim. E essa constatação abre um belo leque de possibilidades. Prestar serviço voluntário. Dar aulas. Escrever um livro. Ter hobbies. Fazer cursos por pura gratificação, como de Filosofia ou História. Você já percebeu, caro C., que trabalhar continua a ser uma necessidade. Mas sua vida já não precisa de um grande objetivo profissional. Precisa de pequenos objetivos pessoais
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O que tem mais valor no mercado, um MBA ou uma pós-graduação? Lídia
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Para o MEC, os cursos de MBA são uma pós-graduação. Mas o consultor Fabiano Caxito fez uma pesquisa com recrutadores de 242 empresas de São Paulo, capital (123 nacionais, 92 multinacionais e 27 públicas). Dos entrevistados, 34% responderam que as contratações dependem de outros fatores, mas 66% deram opiniões bem concretas. Considerando apenas esse segundo grupo, aqui vão os resultados. A primeira pergunta, Lídia, foi exatamente a que você fez. E as respostas foram: 74,7% preferem o MBA e 25,3% não vêem diferença. Segunda pergunta: o renome da instituição influi? Sim, para 84,9% dos recrutadores. Na terceira pergunta (qual dos dois cursos oferece uma formação mais completa?), 74,2% indicaram o MBA. Portanto, segundo a pesquisa, a grife MBA com motivos, ou sem tem mais valor no mercado.
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Durante seis anos, atuei no ramo de turismo. Agora, resolvi cursar Engenharia Civil, porque descobri que essa é minha vocação. Tenho 28 anos e vou me formar com 32. A idade vai atrapalhar na hora de eu procurar emprego na área? – Carlos
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A idade nem tanto, Carlos, mas a falta de experiência específica será um complicador. Você precisa aproveitar o curso para conhecer pessoas que possam indicar você diretamente para uma vaga ou um estágio. Somente com o envio de currículos, suas chances serão muito reduzidas, para não dizer nulas. Outra opção, bem mais viável, é você se preparar para um concurso público. Uma pergunta: você está mesmo seguro de que engenharia é sua vocação? Porque vocações costumam ser bem mais prematuras. Não estou dizendo que você fez a escolha errada, apenas que precisa ter a certeza de que fez a escolha correta. Hoje, o tempo ainda está a seu favor. Daqui a quatro anos, não estará mais.
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Por que não se ouve mais falar do home office? Nos anos 90, essa prometia ser a grande tendência para o futuro. Não deu certo? – Maciel
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Deu. Nos anos 90, a idéia não surgiu devido ao conforto que o empregado teria se trabalhasse em sua própria casa. Ela nasceu mais da necessidade das grandes corporações de reduzir seus custos. Com empregados remotos, diminuía a necessidade de espaço nos escritórios e de tudo o que advém disso, como móveis, materiais, café, transporte e de funções de apoio portaria, recepção, secretárias, boys. Atualmente, o número de prestadores de serviços que operam a partir de casa é grande, e está aumentando. Mas eles não têm o mesmo espaço na mídia que as grandes corporações conseguem, e isso dá a impressão de que o home office foi um modismo que passou. Para quem tiver interesse no assun-to, eu sugiro acessar um site que não quer vender nada, mas apenas compartilhar experiências e oferecer dicas de como trabalhar em casa. É o www.gohome.com.br.
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Tenho 17 anos. Como posso me diferenciar quando entrar no mercado de trabalho? – Matheus
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Há cem anos, John Getty, um dos primeiros biliardários do mundo, deu uma receita infalível de sucesso: Acorde cedo. Trabalhe duro. Encontre petróleo. As duas primeiras são simples, mas a terceira é o pulo-do-gato. Numa pesquisa que fiz com 20 presidentes de empresas, descobri que a única característica comum a todos eles é uma das menos citadas: a curiosidade. Comece por ela, Matheus. Pesquise, aprenda, interesse-se por tudo o que você ouvir e ler. Os esforçados são úteis para as empresas, mas os curiosos chegam ao topo.
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Tenho 29 anos e só agora vou começar uma faculdade. O que devo fazer para recuperar o tempo perdido?
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Você já está fazendo, Ailton. A faculdade é o primeiro passo. Não sei se você fala inglês, mas isso também é importante. Porém, tenha em mente que não há atalhos no mercado de trabalho. O fato de você concluir uma faculdade aos 33 anos não o colocará numa posição de vantagem, em uma comparação com alguém de 22 anos que tenha a mesma formação. Por isso, encare a faculdade e outros cursos que você venha a fazer não como uma chave que lhe abrirá portas no curto prazo, mas como um seguro profissional para quando você passar dos 40 anos. Porque, sem essa formação, seu futuro será muito mais complicado.
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Formei-me em Economia. Antes de me aventurar no mercado de trabalho, quero expandir meus horizontes. O que seria melhor, MBA em Gestão Estratégica de Negócios ou pós em Ciência da Informação? - Lauro
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Caro Lauro, o renomado compositor Lúcio Cardim (1932-1982) é autor de uma música que diz Não sei se caso ou se compro um frango e que recebeu uma irretocável interpretação do artista baiano Odair Cabeça de Poeta. Eu sugiro que você arrume um emprego, rapidinho, e depois expanda seus horizontes. Se você ficar pensando muito, poderá acabar concluindo como fez o Lúcio Cardim que o melhor seria casar com o frango.
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Tenho 13 anos. Que conselho você me daria? – Xavier
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Respeite seus pais e seja um bom aluno, mas não queira ser adulto antes da hora. Daqui a três anos, você começará a pensar em sua vida profissional. Até lá, aproveite para aprender muito e se divertir bastante.



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Ola,
Estou com 32 anos, parei a faculdade de psicologia e pretendo voltar agora para finalizar, faltam apenas um semestre. minha familia nem sabe disso, acham que conclui. Como posso resolver esse problema? O ideal agora seria seguir clinica ou carreira acadêmica? Afinal, nao estou velha para as organizações?
Obrigada!!
Tenho 28 anos, sou formada em contalidade pela UFSC, terminei a faculdade, porém a matéria que eu mais tive dificulade foi a propria contabilidade, gostava bastante das de direito e adm, informática. Não me arrependo de ter continuado até mesmo porque agreguei muito conhecimento. Estou a 4 anos afastada do mercado de trabalho, dediquei esse período a maternidade, hoje tenho uma de cinco anos e gêmeas de 2. Resumindo, estudei 16 anos da minha vida, me formei em uma faculdade que além de não me atrair não tenho experência para exercê-la, durante a gradução fiz estágios em bancos públicos mais na área adm, hoje eu ainda não sei o que gosto de fazer. Os salários iniciais são de mil reais, pra deixar o dia todo as crianças no colégio não vale a pena. Não sei por onde começar e que rumo tomar, já pensei em concusos públicos, pela maior estabilidade e flexibilidade de horário que beneficiária as crianças, por fazer um mestrado na parte comercial, ligado a clientes, sei lá, ou até mesmo começar uma nova graduação em sistemas de informação, meu marido terminou esse curso no mesmo período que eu e o salário inicial já foi de quase 4 mil, e todas as dificuldades que ele passou pra se formar, trabalhos, provas eu também passei, porém fiz algo de errado pra não ter o retorno, quem sabe faltou vontade pra trabalhar na área, ou coragem pra trocar de curso, ou até mesmo falta de vocação em alguma área especifica, nunca fiz nenhum teste vocacionado, sei que hoje a minha vocacäo é pra me enserir novamente no mercado de trabalho e ganhar minha independência financeira. Até problemas no casamento estou enfrentando por esse motivo, me sinto fracassada perto dele, inferior, como se o meu bolo tivesse desandado e o dele crescido, eu sinto que essa vida que eu estou levando só em casa está prejudicando até meu casamento, me ajude por favor a tomar um rumo.