As universidades e escolas católicas estão presentes em mais de 150 países, formando a principal rede de educação privada do mundo.
Em um período marcado pela globalização do ensino, com grandes grupos educacionais cruzando oceanos para levar sua tecnologia pedagógica, políticas, princípios e valores para outros países (e – com essa orientação – aportando no Brasil), lembramos que há séculos as Escolas Católicas vêm consolidando uma rede mundial de educação.
De educação de excelência cabe ressaltar! Os Rankings sistematicamente reforçam um ponto esquecido pelos proprios mantenedores dessas organizações. Alem de deterem o posicionamento de maior Rede de Educação no mundo e não explorarem esse fato, as escolas católicas são as melhores em todas as avaliações (publicas e privadas). Ano passado, na publicação dos resultados do Enem 2009, mais uma constatação da importância das Escolas Católicas na qualificação do ensino no Brasil. Apenas analisando o grupo das 20 melhores escolas do país, o Colégio São Bento, do Rio de Janeiro, foi aquele com melhor resultado na prova. Na verdade, dessas 20 melhores escolas 9 eram Escolas Católicas.
Em outro ranking, do Guia do Estudante da Editora Abril, o mais utilizado no Ensino Superior (além das avaliações do MEC), os resultados de 2008 foram semelhantes: da avaliação por área do conhecimento, das 13 áreas avaliadas, em 11, as melhores universidades eram católicas.
No ano anterior, quando o critério era mais generalista, todas as 5 melhores universidades particulares do país eram católicas. A PUC Rio é uma das poucas Instituições Brasileiras a ter figurado no respeitado Ranking THES (The Times Higher Education), entre as 500 Melhores Universidades do Mundo.
Se por um lado as Escolas Católicas vêm se posicionando ao longo da história como marcos da excelência em educação, destacando-se em todos os Rankings (essa é uma característica das instituições de ensino confessionais), é notória a crise que muitas vêm administrando ao longo dos últimos anos. Se o seu modelo administrativo, centralizador e burocrático, não acompanhou as mudanças do mercado, por um lado, a humanização que é o principal pilar filosófico dessas instituições em uma era de hiper-competividade no mercado de trabalho deixou de ser um fator determinante para a escolha dos pais pela educação de seus filhos. Uma constatação.
A Anamec (Associação Nacional de Mantenedoras de Escolas Católicas) divulgava, no começo da década, uma pesquisa que denunciava que somente entre os anos de 1995 a 2000, as escolas mantidas pela Igreja Católica haviam perdido cerca de 20% de seus alunos. Em torno de 200 mil alunos foram para outras instituições particulares ou públicas, o que representou o fechamento de 130 estabelecimentos dirigidos por padres e freiras em todo o país. A Crise atravessada pela PUC São Paulo, há pouco mais de 2 anos, mostra que essa tendência perpetuou-se ao longo da década em todos os níveis do ensino católico
Atualmente as escolas mais bem sucedidas na captação de estudantes são aquelas privadas que se comunicam e buscam uma imagem Moderna, Tecnológica e Dinâmica.
Essa, na verdade, é uma resposta dos pais a um contexto pessimista no qual julgam que seus filhos irão trabalhar. Um mercado que demanda uma formação imediatista em competências que imaginam serão fundamentais para o sucesso de seus filhos.
Quando, na verdade, cada vez mais a inteligência emocional, e os princípios e valores que uma formação holística proporcionam serão valorizados como critérios de empregabilidade (o segundo idioma e a alfabetização digital serão commodities desse mercado de trabalho do futuro).
As Escolas Católicas precisam se fortalecer e construir uma imagem sólida, fazendo uso de sua presença global e posição como Líder Mundial em Educação. Uma imagem moderna aliada a uma formação de qualidade comprovada, serão a fórmula para a reversão de uma crise, aparentemente, simples de ser contornada.



