E o que isso tem a ver com Marketing Educacional, afinal? Tudo! Algumas questões relativas a diferenciação competitiva nas dimensões de espaço / tempo precisam ser melhor esclarecidas antes da tomada de decisões acadêmicas com implicações de marketing, afinal.

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Como assim? Da mesma forma que acreditamos que em poucos anos as Instituições de Ensino Superior que mantiverem sua atual carga horária de disciplinas presenciais terão um diferencial (de tempo portanto) , acreditamos que as IES que mantiverem uma relação mais baixa de professores por alunos serão mais competitivas no futuro, ofertando salas de aula menores (de espaço).

Existe uma febre de adoção das “modernas técnicas de gestão acadêmicas” e consequentemente dos 20% de Aulas a Distância e dos 20% de Atividades Complementares, que corre o mercado numa resposta a necessidade imperativa de muitas instituições melhorarem performance por meio da redução de custos. Para muitas IES, inclusive, esse é o único caminho para seu saneamento.

Outras vêm aumentando o número de alunos por salas de aula (impregnando seu discurso com a justificativa que as melhores universidades do mundo possuem classes com mais de 100 alunos). Essas questões vêm balizando o mercado, e tornando-se benchmarking da gestão educacional, e projetam um novo paradigma para o Ensino Superior onde os cursos serão oferecidos com menos carga horária e mais alunos por sala.

A Mudança Cultural dos alunos não acompanha a consolidação desse novo ambiente de negócios (que prevalecerá em pouco tempo). Nesse período cinzento, “Mais Horas Presenciais” e “Menos Alunos por Sala de Aula”, certamente serão adotados como Atributos e Qualificadores de instituições que conseguirem atravessar esse período de comoditização e padronização de estratégias de administração acadêmica. E se tornarão importantes unidades de Marketing Educacional.