Os Cursos Superiores mais quentes do mercado. Quais os empregos da estação? Quais os diplomas estão mais valorizados no mercado de trabalho nacional?

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Sempre vale lembrar que existem cursos regionais super-valorizados e que não figuram nas grandes estatísticas nacionais de “diplomas mais rentáveis e carreiras com maior empregabilidade”.

São cursos que atendem as necessidades pontuais de uma região com determinado perfil (um Pólo, por exemplo), mas que se lançados em outras regiões não teriam o mesmo sucesso.

Por outro lado, em função de uma economia que não pára de produzir bons resultados – como o crescimento acima da média histórica, a inflação controlada e reservas internacionais suficientes, pela primeira vez, para quitar a dívida externa – alguns setores tornaram-se vedetes nacionais. Sob os holofotes da mídia, e atendendo as necessidades das empresas, funcionam e empregam em qualquer lugar do país onde sejam desenvolvidos. É o caso da engenharia civil, agronegócio, tecnologia da informação e mercado financeiro.

No panorama geral essas áreas estão extremamente aquecidas, e as faculdades que oferecem esses cursos podem considerar ajustes estratégicos de forma a ampliar sua procura (valorizando esses cursos em suas ações de comunicação e Marketing Educacional), ou sua capitalização, aumentando o valor da mensalidade, frente a uma procura maior.

O curso de Engenharia é emblemático dessa safra de cursos da estação. Algumas instituições mais profissionalizadas e que conhecem e monitoram seus egressos, criam indicadores e métricas que permitem gerar alguns parâmetros para a compreensão desse fenômeno. É o caso da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) onde quase 100% dos alunos que se formaram no ano passado tinha propostas de trabalho ou já estava empregada – e os poucos que ainda não estão no mercado levarão um ou dois meses para ingressar nele. Uma grande evolução frente aos números de três anos atrás, quando a empregabilidade rodava em torno de 70% (e a colocação do restante demorava seis meses).

Nessas áreas, hoje, não há gente capacitada para atender à demanda. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 90 mil vagas formais não foram preenchidas no ano passado, apesar de nove milhões de brasileiros estarem em busca de emprego.

A Tecnologia da Informação (T.I.) é outra área na qual raramente encontram-se profissionais sem trabalho. A relação candidato por vaga no País é de um para um e existe um déficit de 17 mil profissionais no Brasil. Em 2010, esse número deverá chegar aos 100 mil .

A agressividade das empresas de TI é tanta na hora de buscar um jovem talento que, desde o ano passado, a gigante IBM firma parcerias com escolas do ensino médio antecipando e acelerando a formação de profissionais e – dessa forma – cobrir as necessidades de mão-de-obra especializada.

No Mercado Financeiro, os números e o déficit são menores, mas indicam prosperidade profissional. Pesquisa do Ibmec verificou que 83% dos formandos em 2006 declararam não ter encontrado dificuldade para entrar no mercado de trabalho – um aumento de 21% em relação aos graduados em 2004. Esse mesmo levantamento revelou que, em 62% dos casos, os ex-alunos que estão empregados recebem em média um salário entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

Por outro lado, no Agronegócio existe uma necessidade imperativa de otimização dos processos, e profissionalização logistica e de produção. Há 90 milhões de hectares de terras no País que podem ser utilizados para a produção agrícola (mais de 40% dos 220 milhões já são explorados). O caminho do sucesso não é apenas produzir cada vez mais. Saber comprar e vender é fundamental e aí entra o profissional de agronegócio para fazer a diferença nessa cadeia. Na área de hortifrutigranjeiros, por exemplo, especialistas estimam que 30% do que se produz se perde entre a produção e o supermercado.

As notícias trazem novas oportunidades e a Economia evolui em um timming que muitas vezes não é acompanhado pelas Instituições de Ensino Superior privadas. O Comércio Exterior é uma mega tendência mundial e demandará profissionais melhor qualificados que os formados hoje, assim como o setor Petrolífero irá crescer vertiginosamente muito em breve no país.

No tempo presente o Biocombústível é uma realidade e existe – agora – uma demanda grande de profissionais por conta do etanol e biodiesel. Gente capacitada para coordenar a cadeia: quem vai do fornecimento, e serviços agregados a produção a vendas e precificação.

Os gestores de Marketing Educacional precisam acompanhar de perto, e valorizar os diferenciais de sua “cesta de produtos acadêmicos”, caso possuam esses cursos em seus portfólios. Afinal são cursos que prosperarão por mais de uma temporada. Tendências no lugar de modas passageiras.