Há anos o The Campus Experience vêm apresentando ao mercado brasileiro, e aos gestores de Marketing Educacional as Universidades de Excelência, de todo o mundo, com iniciativas de Open Learning.
Essas iniciativas foram apresentadas como uma tendência e uma oportunidade para as Instituições de Ensino Superior privadas inovarem seus mercados e criarem soluções de relacionamento alternativas que amplifiquem a experiência dos alunos em sala de aula, elevando o Marketing Educacional ao Marketing Acadêmico.
Contudo, do outro lado das iniciativas de Ensino Livre, está uma questionável mudança cultural e a desvalorização do ensino tradicional chamada de Self Learning (ou “auto didatismo”).
O que ocorre é que com a atual profusão de faculdades commoditizadas, em breve seremos inundados com ações de guerrilla marketing, virais no sentido de promover o auto aprendizado.
Essa é uma discussão em voga em mercados mais maduros (principalmente entre os estudantes secundaristas) e que pode ser resumida por uma frase exemplar: “Se o Bill Gates não precisou de faculdade para ser o Homem mais Rico do mundo, ensino superior importa?”. De um lado a busca por conhecimento e o “aprender a aprender” é sempre um movimento positivo, com viesses sociais benéficos. De outro a oferta indiscriminada de vagas pode tornar os cursos de determinadas escolas uma ameaça aos cursos de Extensão e educação continuada.
Com a oferta de cursos inteiros e multimídia gratuitos oferecidos pela Open Learning Initiative, é iminente que se popularizem ações nesse sentido na Internet brasileira. E as escolas precisam investir na retenção de estudantes, depositando a mesma pressão que exercem sobre os processos seletivos, para criarem uma marca forte que perpetue-se nessa nova era de concorrência e desgaste da imagem do ensino superior privado de forma global.


