Um puxão de orelha nos departamentos de Recursos Humanos e nos gestores das Instituições de Ensino, e uma oportunidade para estratégias de Marketing Educacional e um aviso aos gestores acadêmicos dessas organizações.
Uma uma recente e abrangente pesquisa feita pelo grupo Catho, o maior portal de recursos humanos da América Latina, mediu a satisfação e a felicidade de 41.429 pessoas em todas as regiões do País, em outubro de 2007 e fevereiro deste ano, ante a sua renda. Entre as diversas conclusões, a de que a Educação é o segmento econômico em que o bem-estar das pessoas atinge o nível mais baixo. Nenhuma surpresa para os leitores do The Campus Experience. Há anos acompanhamos o guia Grat Place to Work das Melhores Empresas Para se Trabalhar. Sempre nos questionamos porque nenhuma empresa educacional (com excessão de algumas poucas do Sistema S) jamais havia figurado no levantamento. Em 2007 a ESPM-RS mudou issa história e figurou no ranking. O post segue abaixo: É necessário reverter esse tema e transformar o ambiente das escolas num contexto agradável e propício ao ensino. Uma fábrica de salsichas preocupa-se com o impacto do clima organizacional em sua produção. Esse impacto é contundente e determinante nas relações pessoais que constituem a educação. Por outro lado a pesquisa é fundamental para as áreas acadêmicas e de marketing educacional. É necessário instituir programas de motivação naqueles cursos que formam profissionais para carreiras infelizes. É o caso da área da saúde (outra campeã na insatisfação). Ademais a pesquisa reforça o paradoxo de Easterlin, que prega que o aumento da renda não necessariamente propicia bem-estar às pessoas. A felicidade, do brasileiro, encontra-se nos extremos da pirâmide social (entre os mais ricos e os mais probres): São felizes tanto aqueles que ganham entre 1 e 6 salários mínimos (R$ 415 a R$ 2.489) quanto os que têm rendimentos acima de 20 salários mínimos (R$ 8,3 mil) e são infelizes os que recebem entre 9 e 20 salários mínimos (R$ 3.735 a R$ 8.299). Os dados que fazem referência a 900 cargos e abrangem 206 profissões mostram que Easterlin não está errado. Apenas 20% dos pesquisados se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos considerando seus atuais rendimentos, ao passo que mais da metade ocupa a posição de infelicidade. Outras conclusões:
- As mulheres são mais infelizes do que os homens 62% contra 53%
- No Nordeste encontra-se o maior índice de satisfação. O Sudeste é a única região abaixo da média de felicidade
- Os infelizes têm entre 31 e 50 anos
A pesquisa posiciona, em uma escala de 0 a 10, o com 6,64 pontos, mais próximo dos europeus, como a Dinamarca, líder com 8,02, e mais distante dos africanos, como o último colocado Togo, com 3,2.

