Antes de publicar os números brutos, como faz ha quase uma década, o Inep em 2011 publicou um release antecimento algumas conclusões sobre o Censo do Ensino Superior 2010. Um teaser para gerar alguma expectativa no segmento.
Nós adoramos o Censo do Ensino Superior do INEP. Atuar em um mercado recenseado, é lidar com dados estatísticos robustos. O planejamento estratégico e de marketing educacional torna-se mais preciso, sem espaços para suposições.
Na gestão do conhecimento, no entanto Dados são Dados. Transformá-los em informações, e fazer uso dessas na administração de um empreendimento educacional… aí reside o desafio.
No ínterim, seguem algumas inferências sobre os dados do Ensino Superior no Brasil.
O número de Instituições de Ensino Superior Privadas cresceu 1%passando de 2069 para 2099. No período anterior (entre 2008 e 2009) o crescimento havia sido de 3%.
O INEP pela primeira vez publica os dados da pós graduação consolidados aos dados do Censo. Estudam no país (em programas de Mestrado e Doutorado), 173 mil alunos. Essas matriculas concentram-se nas instituições publicas e não referem-se aos programas Lato Sensu (a grande caixa preta do Ensino Superior brasileiro).
Talvez para inflacionar as estatísticas, talvez para alinhar-se ao modelo global de computação de dados de Ensino Superior, uma nova classe, consolidada agremia todas as modalidades de ensino (sem o Lato Senso que aumentaria ainda mais o quociente essa conta). Estudam nas Instituições de Ensino do país 6.552.707 alunos.
A relação Alunos/ Professor está acima dos níveis propostos pela OCDE nas IES publicas (13 alunos por professor) e alinhada com as melhores praticas nas IES particulares (22/1). Esse fato apresenta uma capacidade instalada de alunos no sistema publico mal explorada.
O número de matrículas nos cursos de graduação aumentou. Em 2009 estavam matriculados, presencialmente, no ensino superior, 5.11 milhões de alunos e 838 mil no EAD. Somando-se, o crescimento foi de 7%. Entre 2008 e 2009 o crescimento havia sido de apenas 2%.
Houve uma descentralização e uma maior equalização entre a distribuição da População Brasileira e das matrículas no Ensino Superior.
O Sudeste (43% da pop.), concentra hoje, 48% das matrículas. Em 2001 concentrava 52%! O Nordeste (28% da pop.) passou de 15% das matrículas para 19%. O sul possui 16% da pop., o Norte, 8% da pop. e o Centro Oeste 7%.
A crescente consolidação das Instituições de Ensino em nada impactou a distribuição das Organizações Acadêmicas. Aparentemente o MEC insiste em frear os pedidos de Autorização de Funcionamento de Centros Universitários e Universidades privadas, tirando autonomia e as condições necessárias para um crescimento ainda maior na oferta de cursos e vagas, na pesquisa e na extensão.
Depois da queda histórica no número de ingressantes ocorrida entre os anos de 2009 e 2010 (8%), quando o número de novos alunos baixou de 1.798 mil para 1.642 mil, esse delta voltou a aprumar (> de 3%). Um número de ingressantes próximo aos dos anos 2005 / 2006. Um crescimento insignificante mas que reduz a preocupação oriunda de uma continuidade na tendência de queda.
A Graduação a Distância representa 15% das matrículas do Ensino Superior. Um salto de credibilidade e reconhecimento das TICs na Educação.
Grupos como Facinter, Uniasselvi, Unopar e Ulbra (todos com mais de 100 mil alunos matriculados em 2009) alavancam essa modalidade de ensino no país e criam um enorme precedente para o atendimento da demanda represada nas “cidades sem vagas” (objeto de estudo publicado no TCExp em 2010).
Esses cursos a distância começam a ser testados pelo mercado de trabalho. Ja representam 15% dos concluintes. E estabilização dos concluintes deveria preocupar a todos (muito mais do que preocupam de fato). Esses números estagnados representam uma enorme fuga e evasão. E são o principal indicador de performance dos sistemas de ensino. Nenhuma entidade avalia o número de ingressantes de um sistema educacional. Os países são avaliados (e isso é o que realmente importa) pelo percentual de sua população graduada.E ano passado aumentamos menos de 0,5% esse corte educacional em nosso país.
As análises dos próximos gráficos seguem nesse mesmo post nos próximos dias. Se quiser contribuir com essa discussão o Fórum é Livre!





















