Em 2009 existiam em funcionamento no Brasil 64.023 cursos superiores em todas as modalidades desse nível de ensino. Desse total, 86% (54778) foram criados

nos anos 2000, 7% (4233) nos anos 90, 2% (1085) nos anos 80 e os demais antes de 1979.

Criamos mais cursos nos 24 meses entre 2008 e 2009, que a soma de todos os cursos (ainda em funcionamento) criados até 1999.

Apenas nos 48 meses, entre 2006 e 2009 foram criados 33.985 cursos no país (53% do total).

O primeiro curso superior brasileiro cadastrado no MEC e ainda em funcionamento em 2009 é o curso de direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

criado em 1/3/1900. O mais antigo curso do Brasil, ainda em operação, portanto. De todos os cursos criados naquela primeira década do século passado, apenas

13 ainda funcionam.

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- Dos 3995 cursos criados em 2009, 1829 (46%) não lançaram vagas em processos seletivos. Os 2167 restantes tiveram uma relação candidatos vaga média, de 3,27.

- Dos 6566 cursos, criados em 2008, ainda em funcionamento em 2009, 4549 (69%) não lançaram vagas naquele processo seletivo. Os 2017 demais tiveram uma relação candidatos vaga proxima a 1,96.

- Dos 9273 cursos, criados em 2007, ainda em funcionamento em 2009, 7127 (77%) não lançaram vagas naquele processo seletivo. Os 2148 demais tiveram uma relação candidatos vaga proxima a 2,12.

- Dos 14151 cursos, criados em 2006, ainda em funcionamento em 2009, 11888 (84%) não lançaram vagas naquele processo seletivo. Os 2263 demais tiveram uma relação candidatos vaga proxima a 2,63.

- Dos 9828 cursos, criados em 2005, ainda em funcionamento em 2009, 8061 (82%) não lançaram vagas naquele processo seletivo. Os 1767 demais tiveram uma relação candidatos vaga proxima a 1,81.

- Dos 3373 cursos, criados em 2004, ainda em funcionamento em 2009, 1805 (54%) não lançaram vagas naquele processo seletivo. Os 1591 demais tiveram uma relação candidatos vaga proxima a 2,1.

- Dos 2483 cursos, criados em 2003, ainda em funcionamento em 2009, 1072 (43%) não lançaram vagas naquele processo seletivo. Os 1072 demais tiveram uma relação candidatos vaga proxima a 2,1.

- Dos 1874 cursos, criados em 2002, ainda em funcionamento em 2009, 367 (19%) não lançaram vagas naquele processo seletivo. Os 1507 demais tiveram uma relação candidatos vaga proxima a 2,2.

- Dos 1710 cursos, criados em 2001, ainda em funcionamento em 2009, 317 (19%) não lançaram vagas naquele processo seletivo. Os 1393 demais tiveram uma relação candidatos vaga proxima a 1,9.

Graficamente, como apresentado abaixo, fica claro que a procura por Cursos Superiores é muito elevada – em nosso país – em anos de lançamento. Ainda, nesses anos os gestores realizam processos seletivos e vão descontinuando os programas a medida em que a procura cai.

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A medida em que a demanda se retrai, os gestores tendem a tirá-los do mercado, tornando o Ciclo de Vida de Cursos Superiores no Brasil bastante curto.

A procura cai – na média 40% do primeiro para o segundo processo seletivo.

Depois de alguns anos, no entanto, os cursos tornam-se projetos mais robustos, testados pelo mercado.

Apenas 17% dos cursos lançados em 1999, não abriram vagas em 2009.

Dos 315 cursos, criados em 1990, ainda em funcionamento em 2009, 43 (14%) não lançaram vagas naquele processo seletivo. Os 272 demais tiveram uma relação candidatos vaga próxima a 3,2.

Dos 1929 cursos, criados durante toda a década de 1970, ainda em funcionamento em 2009, 327 (17%) não lançaram vagas naquele processo seletivo. Os 1597 demais tiveram uma relação candidatos vaga próxima a 4,18.

Acima daquela relação alcançada em anos de lançamento.

O ciclo de vida, então, pode ser longo caso o curso atravesse a insegurança inicial do mercado.

Cabe ler o artigo abaixo, sobre o tema publicado na Wikipédia. E em breve pretendo tratar do Ciclo de Vida das Profissões, assunto fundamental para Gestores de Marketing Educacional.

O Ciclo de Vida é a história completa do produto através de suas fases de concepção, definição, produção, operação e obsolescência.
O modelo de ciclo de vida do produto pode auxiliar na análise do estágio de maturidade de um produto (ou de uma indústria).
Ele também é utilizado para a avaliação de uma forma de produto ou até mesmo uma marca de uma empresa em conjunto com a matriz BCG, o que não é considerado adequado dentro da teoria de marketing.
Quando se fala do ciclo de vida de um produto fala-se tanto, por exemplo, de aparelhos de fax, carruagens, fornos de microondas e discos de vinil quanto do sucesso ou fracasso de uma versão específica de um produto (por ex.: uma linha de aparelhos de fax da Panasonic).
O ciclo de vida de um produto visa a olhar além das fronteiras da empresa, não se preocupando, necessariamente, com as competências da empresa avaliada. A questão seria (com um exemplo actual): quanto vale a pena investir (em pesquisas tecnológicas e em esforços de mercado) em fitas VHS? Através da análise do ciclo de vida do produto pode-se ter um forte auxílio para esta resposta.
Todo o negócio busca modos de aumentar suas receitas futuras, maximizando o lucro das vendas de produtos e serviços. O fluxo de caixa permite à empresa manter-se viável, investir em desenvolvimento de novos produtos e aumentar a sua equipa de colaboradores. Tudo para buscar adquirir participação de mercado adicional e tornar-se líder em sua indústria.
Um fluxo de caixa (receita) consistente e sustentável vindo das vendas dos produtos é crucial para qualquer investimento de longo prazo. A melhor forma de obter um fluxo de caixa contínuo e estável é com um produto “vaca leiteira” (ver Matriz BCG), um produto líder que tem uma grande participação de mercado em mercados maduros.
Os produtos têm ciclos de vida cada vez mais curtos e muitos produtos em indústrias maduras são revitalizados através da diferenciação e da segmentação do mercado.